“S” do termo ESG. Tradução = Pessoas

Ainda muitos comentam sobre o que de fato seria e qual o impacto do ESG no cenário atual, considerando responsabilidade corporativa. Grande parte das pesquisas do próprio google ainda da mais relevância para os termos relacionados ao “E”, meio ambiente, emissão de carbono, etc. Na realidade todos são pilares  fundamentais dentro do contextual atual, e estão diretamente relacionados, porém o principal elo de ligação entre eles são pessoas.

O que é o “S” ?

O termo “social” refere-se a vários segmentos, como saúde, segurança, diversidade, inclusão, direitos humanos, ética,  empregabilidade, desenvolvimento de habilidades pessoais, condições de moradia, entre outros. E com certeza, quando relacionamos esses pontos, entende-se que o centro são as pessoas, que estão inclusas em todo ecosistema referente as atividades das empresas, seja com os próprios clientes, fornecedores e colaboradores. Ou seja, em todas as pautas a serem tratadas e discutidas pela própria governança, essa seria a que define grande parte das decisões, investimentos e retornos sobre estes, inclusive necessitando fazer a mensuração de todo plano de ação no processo de execução.

Quais as principais pautas discutidas no momento sobre o “S” ?

As principais pautas relacionadas ao “S” no momento atual, referem-se a diversidade, inclusão e saúde mental. Excelentes iniciativas foram realizadas por empresas, que em um curto prazo, conseguiram demonstrar relevância e ações não somente pontuais, mas sim inclusivas nessas práticas.  Empresas que não abordaram ou conseguiram incluir em sua pauta de governança esse pontos, já começam a sofrer impactos de mídia, rede social, e inclusive de relação com seus clientes e investidores. Abordagem somente em questões regulatórias, não serão suficientes para continuar trazendo a sustentabilidade necessária em seus mercados.

Quais as próximas tendências para o “S”?

Até talvez pelo momento de pandemia que estamos vivenciando, ou um pouco antes, pelos modelos, serviços e produtos que o mercado levou para as empresas, seja como benefício ou obrigação regulatória, não conseguiram gerar valor perceptível, nem sustentabilidade, saúde e segurança apontam como os principais focos de discussão no curto prazo. Os determinantes sociais da saúde, que englobam boa parte dos temas relacionados ao “S”, e também a quantidade de stakeholders envolvidos em toda esta decisão, irão trazer um enorme impacto, e visibilidade. Essas são temas que há muito tempo são abordados de maneira mais conservadora, para evitar justamente riscos e descontentamentos com a mudança. Porém, como os critérios de sustentabilidade não foram consolidados pela abordagem atual, inclusive reguladores já iniciaram uma movimentação, afim de buscar novos modelos e soluções.

Ainda um pouco difícil de afirmar, mas há boas indicações que as recentes decisões e mudanças geradas pela pandemia, irão provocar as empresas buscarem soluções muito mais mensuráveis e propositivas.

 

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