Como identificar os custos em saúde corporativa, e buscar soluções para contenção

Quando somamos os investimentos que empresas fazem em benefícios para os seus colaboradores, com objetivos e fins específicos, e em saúde ocupacional, para cumprimento das normas regulamentadoras, identificamos que há uma grande tendência ao colapso do sistema, pelo altíssimo e incontrolável aumento desses custos. Gestores responsáveis por gerenciar tais recursos, nos últimos anos vem buscando diferentes prestadores de serviço, ou até mesmo conduzindo internamente essas demandas, porém com modelos que comprovadamente não mostraram eficácia.

Diagnosticando os custos

Uma etapa fundamental para iniciar a mudança e estruturação de um novo modelo, é identificar os principais números referentes aos principais desembolsos que as empresas possuem. Entre eles podemos citar:

  • Sinistralidade
  • Despesas com exames ocupacionais;
  • Número de afastados
  • FAP
  • Absenteísmo
 
Estes seriam os indicadores mínimos para iniciar uma abordagem diagnóstica, que de modo geral, irá precisar de ferramentas (plataformas) e gestores com visão assistencial/ocupacional, que poderão constituir um comitê. A pormenorização de tais custos, bem como reajustes ao longo do tempo, permitirá estruturar planejamento estratégico, já com inclusão de métricas a serem atingidas.
Cada um desses indicadores citados acima pode ter um roteiro de abordagem da seguinte maneira:
 
  1. Sinistralidade: identificar junto aos relatórios gerenciais disponibilizados por operadoras ou corretores de saúde, os principais eventos que eleveram as despesas assistenciais, sendo estes exames, cirurgias, bem comoa identificação de um perfil populacional a partir deste
  2. Despesas em saúde ocupacional: levantamento dos custos envolvidos no headcount que compõe o SESMT, exames complementares, ergonomia, ginástica laboral, etc;
  3. Número atual de afastados, bem como sua representatividade relacionada a massa salarial
  4. Pesquisa no Dataprev sobre os principais eventos, considerando orem de freqüência, custo e gravidade que impactaram no índice FAP
  5. Número absoluto e % de absenteístas por segmento da empresa, bem como seu impacto considerando a massa salarial.

A partir desse breve assessment, já pode ser identificado quais são os principais pontos de impacto nos custos, bem como aqueles investimentos que não geram , ou geram pouco valor.

Soluções para conteção dos custos

A partir desses poucos indicadores expostos, iniciará um plano de ações de curto e médio prazo. Apesar de entendermos que algumas ações façam parte de estratégias de longo prazo, principalmente quando fazemos gestão de saúde populacional,na prática vemos que muitas empresas tem grandes desperdícios, redundâncias, e ações muito simples que podem trazer resultados no curto prazo. Citamos algumas abaixo:

  • Revisão dos produtos contratualizados com planos de saúde, afim de buscar melhor enquadramento para sua característica populacional;
  • Busca ativa para gerenciamento do cuidado nos colaboradores afastados;
  • Internalização de métodos de navegação dos cuidados, junto ao departamento de saúde ocupacional, afim de evitar exames, procedimentos desnecessários
  • Revisão de inconsistências junto ao portal Dataprev, afim de identificar possíveis eventos ou colaboradores que não façam parte da empresa.

 

Essas seriam apenas algumas simples ações que já poderiam iniciar uma conteção e direcionamento para melhor gestão dos custos em saúde.

Iremos discutir nos próximos artigos sobre medidas mais avançadas que podem trazer grandes impactos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *