Saúde Corporativa, mudanças de grande impacto em benefícios e regulação.

As empresas estão vivenciando um cenário de grandes mudanças e impacto relacionado ao tema saúde. Claro que muito mais evidente devido ao cenário da pandemia, mas o benefício saúde que já era o mais valorizado pelos colaboradores, hoje tornou-se imprescindível, ao mesmo tempo que o custo, devido a grande despesa assistencial, está tornando o modelo cada vez mais insustentável.

Ao mesmo tempo, o governo oficializou na semana passada, as mudanças nas normas regulamentadoras relacionadas a saúde e segurança no trabalho, que entrará em vigor já a partir de janeiro de 2022. Das 37 normas, 5 foram revisadas, entre elas a NR7, que refere-se ao PCMSO (programa de controle médico de saúde ocupacional), que passa a ser muito mais analítico, ou seja, o governo irá relacionar e cruzar todas informações relacionadas ao ambiente de trabalho, status de saúde dos colaboradores, entre outros indicadores, e analisar se a empresa estará investindo e melhorando suas condições de trabalho. Dentre os investimentos que provavelmente deverão fazer, seguem alguns exemplos:

  • Modelos de cuidado para estratificação dos grupos de risco
  • Ambiente físico apropriado para realizar principais modalidades assistenciais internamente
  • Plataformas para input e mensuração dos dados a serem disponibilizados pelo governo
  • Treinamento da equipe do SESMT, com nova metodologia de gerenciamento de riscos
  • Gestão dos afastados, considerando ações preventivas e de reintegração ao trabalho

Saúde Corporativa = Assistencial + Ocupacional

Se entendermos que saúde corporativa, seria a somatória entre benefícios e saúde ocupacional, bem como ações e custos inerentes a estes, as empresas passarão por grande turbulência em sua tomada de decisão, em curto período de tempo, para adequar-se rapidamente ao novo cenário. Um diagnóstico sobre o status atual de como estão conduzindo ambos os temas, elencar os prestadores e os custos relacionados a cada um, a mensuração do valor entregue, e principalmente o retorno sobre investimentos que tem hoje, serão fundamentais para elaboração do planejamento estratégico.

Sugerimos que sejam adotados os seguintes passos, para que tais mudanças:

  1. Levantamento de todos os custos diretos no segmento benefício, como plano de saúde, benefício medicação, programas de promoção a saúde, etc;
  2. Levantamento de todos os custos diretos envolvidos em saúde ocupacional, como SESMT, exames ocupacionais, exames complementares;
  3. Trazer números sobre os seguintes indicadores: número de afastados, sinistralidade, absenteísmo, FAP;
  4. Cálculo do retorno sobre investimentos em benefício/ocupacional atual;
  5. Criação de comitê de gestão em saúde corporativa, que trará representantes do departamento de recursos humanos, financeiro e outras lideranças;
  6. Estruturação de metas a partir de indicadores;
  7. Elaboração do plano de ações.

 

No próximo artigo, iremos discutir um pouco mais sobre elaboração e estruturação do plano de ações, considerando alguns cases em diferentes segmentos corporativos.

 

 

 

 

 

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